sexta-feira, 25 de novembro de 2011


É amargo o gosto do desgosto,
é horrível perceber que você não é capaz de mostrar a quem você tanto ama, o quanto ama.

Viver de historias não verdadeiras é triste,
escrever historias que não são suas, uma tristeza,
o que adianta saber falar de amor se são só teorias,
não da pra ser alguém que você não é.
Não importa agora, não importa a volta.
A historia foi em bora, fugiu das mãos, mas foi boa que quanto durou.

Será que um dia a dor vai acabar, será que um dia o amor vai reinar?
Eu só sei ser assim, não sei ser como você tanto esperou.

É triste ver lagrimas escorrendo dos olhos sem poder para-las, as lagrimas fazem a gente não pode enxergar direito, faz a visão ficar embasada.
 E corta a alma, a dor de se sentir triste corta mais na pele do que qualquer objeto cortante.

Hoje eu vejo tudo o que passou tudo o que fui, e não me acho na minha própria historia.
Onde meus olhos estão? Onde meu coração ficou?
Em que rua deixei meus sentimentos.
Eu ainda prefiro ficar só, porque assim eu sei bem quem sou.

E tudo passou, e se passou, passou, mas ainda não acabou,
e se não acabou é porque não chegou o fim.
E eu vou fazer a minha parte nem que pra isso eu tenha que chorar outras tantas 100 vezes.

Porque tudo de errado que aconteceu, eu não vou poder desfazer, mas eu grito obrigada....

Obrigada por me dizer quem sou!

Era isso que eu precisava!



sábado, 5 de novembro de 2011

Sentada na varanda, tomando uma xícara de café bem quente. Um pedaço de queijo no prato, duas folhas, um livro, um lápis e ao meu redor a beleza mais exuberante e pura da vida.

Um silêncio absoluto pacifica o dia.

Já não se ouve o barulho dos carros, a agitada buzina, o som estridente e alto das potentes caixas de sons, a aceleração medonha das motos, a música alta do vizinho, os apelos consumistas do marketing em geral, as construções, o apito dos guardas, do carrinho de picolé, enfim, toda a poluição sonora urbana emudeceu. Ouve-se, portanto, a orquestra dos pássaros, o grilo falante, a água que encontra seu curso, o vento nas árvores, algumas vozes dentro da casa, o riso inocente das crianças e a correria cotidiana dos animais, miando, latidos, piando, grasnos...

A beleza mais exuberante e pura da vida só é vista e sentida quando abrimos o nosso coração.

"A substância incorrompida de nosso ser é o amor. E somente se abrirmos os nossos olhos para esta realidade mais profunda nos tornaremos verdadeiramente humanos."

(GRUN, 2006 p.67)

Paro e me perco pensando em quantos momentos perdemos por não valorizar a beleza do amor, por nos esbarrarmos em nossos limites humanos fechando nosso coração.

Sentimos o sol nos aquecer

O outro nos sorri e nem sequer retribuímos;

As flores embelezam nosso dia, mas somos cegos frente as suas cores;

Temos formas de retribuir carinho, mas nos dispersamos em nossos problemas;

Já somos tão desumanos que damos atenção mais ás vitrines do que as pessoas; Mais importa a roupa que vamos vestir do que o momento que vamos viver;

A caridade virou extinção, a lealdade perdeu a razão e a maldade está em circulação;

"O amor determina seu pensar, sentir, querer e agir. Ele permite uma nova qualidade de vida, uma nova percepção de si mesmo. Ele transforma a pessoa e lhe concede um brilho próprio."

(GRUN, 2006 p.84)

Poderia eu com meus defeitos, erros, vícios, preocupações deixar toda essa beleza passar em branco, mas eu escolhi amar, abrir o coração.

Pode ser que eu me desvie... Desista, mas pulsa forte em meu coração o convite para viver a partir do amor e reconhecê-lo em seu caminho diário pela vida. Aceite esse convite você também,

Abra Seu Coração Para o Amor.


...Não sei o que é pior, se sentir por fora e excluída de algo ou,
não querer ser inclusa, não querer se sentir parte de mais nada.
Não estou afirmando que exclusão é bom, longe de mim!
Eu como boa mulher/curiosa tenho a profunda necessidade de estar a par da situação economica do país,
da novela,
da moda e das vidas que me cercam.. óbvio!
Mas eu, como ser único que sou, com todos os defeitos, qualidades, e peculiaridades que me formam, as vezes preciso não fazer parte do cenário.
Sério! As vezes tenho que olhar a cena de fora, olhar a minha vida por outro ângulo, olhar as pessoas... não só adicionar gente, excluir gente, rir, sair, dormir e... rir.
Não dá! Eu não sou uma lista, é a minha vida aqui, e eu tenho que ver algum sentido nisso tudo.
Então eu paro e só...
vejo as pessoas, não é julgar, é ter um olhar mais atento, meu olhar.
Isso me ajuda a valorizar o que eu tenho, e que me é tão importante. Vai entender...